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Trecena KAME

Morte e renascimento, o poder da impermanência



É preciso estar aberto ao inevitável fato de que tudo muda, desaparece e se dissolve. Se quisermos compreender o sentido da morte, temos de encarar o medo trazido por ela e ultrapassá-lo. Quando nos aproximamos do nahual KAME começamos a perceber a sua presença contínua. Desde o momento da concepção, que fez terminar cada fase do nosso desenvolvimento corporal e psíquico, bem como cada circunstância que o acompanha.


A função do poder da morte no seu processo de desenvolvimento é dissolver as formas expiradas e inúteis libertando o fluxo da vida que está bloqueado, abrindo assim a possibilidade de recriar suas circunstâncias. A morte é a mãe do desapego e o princípio de toda transformação. Sua manifestação na natureza é tão bela quanto o nascer do sol ou o pôr do sol. Sem ela é impossível a existência.


Negá-la, além de absurdo, impede-nos de integrar conscientemente o seu poder, que habilita a fazer mudanças conscientes e positivas. Além disso, sem o uso deste poder inato não é possível transmutar este corpo e personalidade para que ele se torne uma expressão plena do espírito. Pois paradoxalmente o que nos mata, quando usado consciente e voluntariamente, também desintegra as causas do nosso sofrimento, conduzindo-nos à paz ilimitada que essencialmente somos.


Ensinamentos da Asociación Kab’awil España passados em espanhol pelo Ajq’ij Juan Carlos Romera (JCR), iniciado por Tata Otto Orellana Acajabón, membro do Consejo de Ancianos Mayas de Guatemala.


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